Olá pessoal, tudo certo? O post de hoje é sobre as aulas dadas nos dia 01/09 e 08/09 nas turmas 1000 e 1001, respectivamente. O tema é Darwinismo Social.
Charles Darwin foi um naturalista britânico que, em seu livro A Origem das Espécies desenvolveu a teoria de que os seres vivos se transformavam a partir da capacidade de adaptação: os organismos que melhor se adaptavam ao meio em que viviam conseguiriam sobreviver, pois repassariam a capacidade de adaptação para seus descendentes. Os organismos que não fossem capazes de se adaptar estariam condenados à extinção. Daí surgem termos conhecidos como seleção natural e só os mais fortes sobrevivem.
Alguns cientistas positivistas do século XIX acreditavam que a teoria de evolução biológica de Darwin poderia servir também para analisar sociedades. Partia-se do princípio que algumas sociedades/civilizações possuiam características, culturas e valores que os tornavam superiores se comparadas com outros povos. Surgia assim, o Darwinismo Social.
É importante lembrar que o século XIX marcou o período da Revolução Industrial, que teve seu ápice na Europa. Assim, acreditava-se que os europeus industriais eram o que havia de mais desenvolvido em termos de sociedade e que os povos africanos e asiáticos eram fósseis vivos da civilização européia. Era a desculpa perfeita para os europeus invadirem essas terras, acabar com a cultura desses povos, explorá-los e impor a cultura européia. Faziam isso com a desculpa de levar a evolução e o progresso para esses povos.
A contradição entre a ideia de Charles Darwin e o Darwinismo Social é que a primeira levava em consideração aspectos biológicos e não trabalhava com a questão de superior/inferior. Tudo era questão de ter características de adaptação ao meio. Uma mesma espécie pode ser altamente adptavel no frio e não resistir ao calor, por exemplo. Já o Darwinismo Social levava em conta um determinado povo como superior: o europeu do século XIX foi um exemplo. Só que a própria Europa era desigual. Poucos desfrutavam do progresso e da riqueza às custas de muitos que eram explorados e viviam em condições de miséria.
O vídeo abaixo fala um pouco mais do Darwinismo Social. É narrado em português de Portugal e o áudio não é dos melhores, mas com atenção dá pra entender tudo numa boa.
Bom domingo, pessoal, e boa semana de prova para todos!
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domingo, 12 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
"O inferno são os outros - Jean Paul Sartre
Olá pessoal tudo bem?
No dia 13/08, a galera da turma 3000 e eu conversamos sobre a questão de identidade. Vimos que a(s) identidade(s) de um indivíduo se define(m) pela sua interação com indivíduos, culturas e grupos.
Chamamos de etnocentrismo o fenômeno pelo qual nosso grupo passa a ser o centro do mundo e todos os outros grupos são analisados, percebidos e questionados a partir dos nossos valores. Podemos dizer que o etnocentrismo tem uma dificuldade em olhar/refletir as diferenças.
Essa dificuldade da visão etnocentrica faz com que o diferente seja sempre visto como estereotipado, ridicularizado, caricaturado. Esse comercial do vídeo é um exemplo:
Programas humorísticos como o Zorra Total também sempre mostram os personagens estereotipados: o caipira, o malandro, o funkeiro, o suburbano, entre mil outros exemplos.
O oposto do etnocentrismo seria o relativismo cultural. Nessa linha de pensamento, todos os tipos de cultura são iguais em valor e devem ser olhados dentro de seus contextos. Aqui todo ponto de vista é válido e toda cultura é relativa. A questão é aceitar as diferenças dos outros grupos como uma questão de opção e não em uma escala de valores.
Então o etnocentrismo é ruim, o relativismo cultural é o máximo e ponto final? Não é bem assim. A grande questão se coloca agora: até que ponto devemos tolerar atitudes em nome do relativismo? Até que ponto devemos ser etnocentricos por uma questão de valorizar nossa identidade?
Essa discussão foi colocada em sala de aula. Mas a caixinha de comentários continua livre pra quem quiser se expressar...
No dia 13/08, a galera da turma 3000 e eu conversamos sobre a questão de identidade. Vimos que a(s) identidade(s) de um indivíduo se define(m) pela sua interação com indivíduos, culturas e grupos.
Chamamos de etnocentrismo o fenômeno pelo qual nosso grupo passa a ser o centro do mundo e todos os outros grupos são analisados, percebidos e questionados a partir dos nossos valores. Podemos dizer que o etnocentrismo tem uma dificuldade em olhar/refletir as diferenças.
Essa dificuldade da visão etnocentrica faz com que o diferente seja sempre visto como estereotipado, ridicularizado, caricaturado. Esse comercial do vídeo é um exemplo:
Programas humorísticos como o Zorra Total também sempre mostram os personagens estereotipados: o caipira, o malandro, o funkeiro, o suburbano, entre mil outros exemplos.
O oposto do etnocentrismo seria o relativismo cultural. Nessa linha de pensamento, todos os tipos de cultura são iguais em valor e devem ser olhados dentro de seus contextos. Aqui todo ponto de vista é válido e toda cultura é relativa. A questão é aceitar as diferenças dos outros grupos como uma questão de opção e não em uma escala de valores.
Então o etnocentrismo é ruim, o relativismo cultural é o máximo e ponto final? Não é bem assim. A grande questão se coloca agora: até que ponto devemos tolerar atitudes em nome do relativismo? Até que ponto devemos ser etnocentricos por uma questão de valorizar nossa identidade?
Essa discussão foi colocada em sala de aula. Mas a caixinha de comentários continua livre pra quem quiser se expressar...
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
"O bom humor é a única qualidade divina do homem." (Arthur Schopenhauer)
Olá pessoal. Hoje o post é apenas uma brincadeira com os filósofos. Espero que gostem! Ao longo da semana vou postando o resumo das aulas...
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