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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Aristóteles e o empirismo

Olá pessoal, tudo bem? Vamos ao filósofo estudado esse bimestre nas turmas de primeiro ano:

Embora tivesse sido discípulo de Platão, Aristóteles discordou da divisão entre mundo das ideias e mundo dos sentidos. Ao invés disso, Aristóteles acreditava que não podemos ter uma ideia giz se eu não souber o que é um giz. "Não existe nada na mente que não tenha passado pelos sentidos". Essa afirmação faz de Aristóteles um adepto do empirismo.

O empirismo é uma corrente filosófica que acredita que todo o conhecimento vem da observação e da experiência. Assim o papel da razão era o de classificar, separar e organizar os elementos da natureza seguindo critérios. Que critérios?

Essência e acidente. Essência são as características que estão sempre presentes ao analisarmos algo. Por exemplo, a essência de um homem é ser mamífero, bípede e racional. Se esse homem é alto, baixo, gordo, magro, loiro, ruivo são características chamadas por Aristóteles de acidente, pois podem variar dentro da categoria homem.

Importante lembrar também que, segundo Aristóteles, as coisas podem estar em ato ou em potência. Por exemplo, uma semente é uma árvore em potência, mas não em ato. Quando germina, a semente torna-se árvore em ato. O movimento é a passagem do ato à potência e da potência ao ato. A potência é um vir a ser. Algo que pode se tornar. Um milho é uma pipoca em potência.

Por fim, Aristóteles dizia que conhecer é saber a causa de algo. Não posso me tratar de uma dor, se não sei sua causa. Aristóteles falou em quatro tipos de causa: a causa final, a causa eficiente, a causa formal e a causa material. Por exemplo, se examinarmos uma estátua, o mármore é a causa material, a causa eficiente é o escultor, a causa formal é o modelo que serviu de base para escultura e a causa final é o propósito, que pode ser vender a obra ou enfeitar a praça.




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